

Rosamares da Maia

AVES MIGRATÓRIAS

Em Aves Migratórias, Rosamares da Maia usa a poesia para lançar um olhar sensível sobre um dos temas mais urgentes do nosso tempo: as migrações humanas.
Em versos delicados e contundentes, a autora aproxima o movimento das aves ao de milhões de pessoas que cruzam fronteiras — migrantes, emigrantes e imigrantes que, muitas vezes banidos de seus lugares de origem, partem em busca de um pouso mais seguro.
Entre despedidas, deslocamentos e recomeços forçados, o livro revela a dor, a coragem e a dignidade de quem precisa reconstruir a vida longe de casa. Aves Migratórias é, ao mesmo tempo, denúncia e acolhimento: denuncia a indiferença diante de quem atravessa oceanos e muros para sobreviver, e acolhe, com empatia, as histórias silenciadas por trás de cada partida.
Uma obra para jovens e adultos que desejam enxergar além das estatísticas e reconhecer, em cada migrante, um espelho da própria humanidade.
SOBRE A AUTORA
Rosamares da Maia, nascida em Pendotiba, Niterói – RJ, é Bacharel em Direito, com Pós-Graduação na área do Conhecimento Humano, autora de contos, crônicas, poemas, infantojuvenis, com a Ed. Scortecci/ Bienal 2024- SP,
As Miscelâneas do Caldeirão da Bruxa, com a Ed. Andross.
Finalista no Prêmio Strix-anos 2020/21/22, Com a Ed. Litteris: Ludmila a Lagartinha Maratonista, As Aventuras de um Barquinho de Papel, Retalhos de Vida, Amores Cores e Sabores, Haicais à Brasileira e Tempo de Contradições, Contos: Não Sei se Devo, mas Vou Contar.
Certificada pela Revista Conexão Literatura, por participação em Antologias. Coletâneas Selo OF FLIP, em 2020/21/22/23. Com a Editora DQUEIROZ, em 2024, Poemas Tortos, A Ordem das Libélulas e Aves Migratórias, em 2025.
A minha iniciação no meio literário deu-se como leitora. Tão logo começamos, eu e meu irmão, a compreender os textos que líamos, o meu pai, passou a nos “municiar” com gibis, revistas em quadrinhos da nossa época de infância e logo foram chegando os livros. Ganhamos em um Natal uma coleção contendo 10 livros infantis, Coleção Madrigal. Os livros iam de Um Ianque na Corte do Rei Artur (Mark Twain) a Pinóquio (Carlo Collodi). Depois veio Monteiro Lobato e um mundo de autores e histórias.
Ler não era uma obrigação, mas um prazer. Cresci em uma época em que as escolas introduziam livros como atividade curricular, muito além do “ler para fazer provas”, eram atividades lúdicas. Não havia tecnologias de mídias, computadores, tablets ou celulares, tínhamos livros e com eles a possibilidade de viajar em suas histórias.
Assim, do sabor da leitura, veio o gosto de escrever.